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Técnicas de combate a incêndio

Quando um incêndio inicia, a maneira como ele é apagado depende do combustível que está sendo queimado e da localização do próprio incêndio.

Existem várias técnicas reconhecidas para se lidar com um incêndio e, em seguida, veremos quais são os fatores determinantes que nos levam a optar por cada uma dessas diferentes maneiras, de modo a haver mais eficácia.

Ataque de névoa
A mangueira usa uma configuração de névoa para extinguir um incêndio – ideal para incêndios em compartimentos fechados onde não haja vento.

É usado por brigadas de incêndio em todo o país e é elogiado por ser eficiente no combate a incêndios em ambientes fechados.

Essa técnica é usada principalmente em incêndios em compartimentos fechados, onde não haja vento e funciona usando o bico de neblina da mangueira em vez de um jato direto para extinguir o fogo. A medida que a operação de combate é desloca para ambientes ventilados a sua eficiência decai proporcionalmente ao aumento do vento.

Ataque indireto
Voltada para o teto, a água cai e apaga o fogo de cima.

Como o ataque de névoa, este método é mais eficaz em incêndios em compartimentos fechados, como ambientes de arranha-céus. Em vez de direcionar o jato d’água diretamente para o fogo, ele é direcionado para o teto ou parede acima das chamas, permitindo que a água caia e extinga o incêndio. Funciona duas vezes:

⦁ A água resfriará o teto, o que perturba o equilíbrio térmico, e o vapor absorve energia.
⦁ O resto da água cai como chuva, o que ajuda a apagar o fogo.

Ataque direto
Talvez a técnica mais conhecida – sufoca as chamas, pois a água é direcionada para a base do fogo.

Visando o jato d’água na base do fogo, essa técnica funciona melhor com um jato de água concentrado e poderoso que sufoca as chamas. Para que isso funcione de forma eficiente, os bombeiros devem ter uma linha de visão clara e direta para o fogo. Se este método for usado em um incêndio em uma área não ventilada, haverá menos vapor e o fogo será extinto mais rapidamente do que por meio de uma das técnicas anteriores.

Ataque de combinação
Isso usa ataques indiretos e diretos para combater os gases e as chamas simultaneamente.

Este método consiste em usar métodos indiretos e diretos. Um dos principais benefícios desta técnica é que combate simultaneamente os gases de cima, como o faz o método indireto, enquanto ataca diretamente o próprio fogo, extinguindo-o rapidamente e minimizando o risco de propagação.

O método ‘duas linhas’
Este utiliza duas mangueiras e duas equipes, combinando um bico de neblina e um jato de água denso e direto – usado apenas para incêndios sujeitos a ventos fortes.

Esta técnica é usada apenas para incêndios em situações de alta energia (impulsionadas pelo vento). A técnica requer duas equipes de dois, com cada equipe operando um tipo diferente de bico na mangueira. Uma equipe opera um bico de baixa pressão / alta neblina e o outro usa um bico com um jato único concentrado. Contanto que as duas equipes trabalhem em conjunto e se comuniquem bem, esse método pode ser muito eficiente. Uma equipe deve se concentrar em atacar a chama diretamente, enquanto a outra deve se concentrar em evitar que qualquer chama que avance se espalhe.

Lista de equipamentos de combate a incêndio e produtos de proteção contra incêndio

1) Equipamento e produtos do sistema de combate de incêndio a água

A água é o meio mais barato, mais importante e mais eficiente para o combate a incêndios, além de ser amigo do ambiente. Qualquer indústria que lida com líquidos inflamáveis e produtos químicos deve se concentrar em sistemas de incêndio de água devido à sua importância indispensável. O funcionamento de qualquer sistema de incêndio à base de água e o seu desempenho ideal dependem totalmente da presença de um abastecimento de água adequado.

1.1) Sprinklers
O Sistema de extinção de incêndios por chuveiros é de grande eficiência pela sua pronta e automática presença nas ocorrências, servindo como primeira linha de defesa contra incêndios repentinos em situações gerais. Um sistema de extinção de incêndios fornece água suficiente para suprimir as chamas antes de ficar fora de controle. Eles oferecem proteção segura, dando tempo extra para a evacuação do edifício. Esses sistemas de tubulação molhada provaram seu valor no controle de riscos sem grandes danos.

Então, como funcionam os sistemas de sprinklers?
Quando um incêndio acende, ocorre rápido aquecimento do ar, subindo em direção ao teto e, por meio desse aquecimento, acionando o sistema de sprinklers. O sensor e gatilho do sistema consiste em bulbos de vidro, preenchidos com glicerina líquida, que se expande ao entrar em contato com altas temperaturas. Cada aspersor (splinkler) do sistema, deve ser dotado por um desses bulbos, de modo a promover a adequada cobertura de toda a área protegida. Quando o líquido dentro do bulbo se expande, estilhaça o vidro e ativa o aspersor, que está conectado a uma fonte de água. O sistema de tubulação inclui água pressurizada, que salta quando ocorre o calor, submergindo as chamas e evitando o reacendimento.

Este tipo de proteção pode, ainda, ser dotado de um bombeamento de sobrepressão, que ao sentir a vasão inicial é ativado. Com essa ativação, a pressão na tubulação ultrapassa a resistência de todos os bulbos promovendo seus rompimentos e ativando todos os aspersores do sistema, provocando chuva artificial em toda a área protegida.

Tipos de sprinklers
⦁ Sistema de irrigação úmida
⦁ Sistema de aspersão a seco
⦁ Sistema de sprinklers pré-ação
⦁ Sistema de sprinklers de dilúvio

Sistemas de extinção de incêndios por sprinklers são usados em

  1. Escritórios comerciais
  2. Restaurantes e áreas de alimentação
  3. Armazéns
  4. Cozinhas comerciais e industriais (menos sob as coifas).
  5. Organizações industriais
  6. Residências multifamiliares ou unifamiliares

1.2) Hidrante de coluna de incêndio
Um hidrante de coluna de incêndio é uma parte vital de qualquer sistema de proteção contra incêndio, oferecendo um ponto de conexão que acessa uma fonte de água em momentos de necessidade. É uma estrutura em forma de coluna que fornece água pressurizada para auxiliar os bombeiros durante todo o processo de extinção de incêndios. Hidrantes de pilares de incêndio devem estar disponíveis e igualmente espaçados nas áreas públicas, permitindo a demanda necessária de água. Embora possam não operar por um longo tempo, eles devem ser testados periodicamente para garantir sua eficiência em caso de ocorrência de incêndio. Se ações de combate, os bombeiros usam uma chave inglesa para remover a tampa do hidrante, acoplar a mangueira e, após abertura do registro, a água flui para a mangueira, atacando as chamas.

1.3) Armários de mangueiras de incêndio
Armários de aço colocados em áreas públicas e edifícios, usados para armazenar equipamentos de combate a incêndios prescrito. Ele é projetado para proteger o conjunto do suporte da mangueira de incêndio, o extintor e o carretel da mangueira de incêndio contra roubo e vandalismo. Com aço de alta qualidade, fácil instalação e pequena ocupação, o gabinete para mangueiras de incêndio é obrigatório em qualquer prédio ou empresa, de acordo com sua área e com estudo de risco.

1.4) Extintores portáteis
Tipos de extintores de incêndio
⦁ Água
⦁ Espuma
⦁ Pó seco
⦁ Química úmida
⦁ Dióxido de carbono

O Extintor de incêndio portátil à Água é uma forma econômica e poderosa de atacar incêndios de Classe A, causados por materiais sólidos como papel, madeira e muitos outros mais. Um extintor de água opera pulverizando um jato de água na base do foco de incêndio, resfriando as chamas e evitando a reignição.

Tipos de extintores de água
⦁ Jato de água
⦁ Spray de água
⦁ Extintores de água com aditivos
⦁ Névoa ou névoa de água

2) Sistemas de alarme de incêndio

Quer você tenha uma pequena, média ou grande empresa, seu local de trabalho precisa de um eficiente sistema de alarme que esteja em conformidade com as normas de segurança e incêndio. Os alarmes de incêndio avisam com antecedência, antes mesmo que as chamas saiam do controle, protegendo vidas e propriedades.

Se você acredita que os alarmes de incêndio não são importantes, pense novamente!

No caso de um incêndio repentino, economizar alguns segundos podem ser suficientes para salvar vidas.

E o que me diria se o princípio de incêndio ocorrer durante o período de descanso ou contraturno, quando não houver quem alerte da ocorrência?

Edifícios de vários andares ou blocos devem ter um sistema de alarme instalado em cada andar, para detectar fumaça e abrir sirenes em caso de emergência.

Sim, um sistema de alarme não é capaz suprimir um incêndio, mas pode alertar os responsáveis para reagirem de acordo e com antecedência que pode antevir ao próprio rompimento de labaredas. Um bom alarme pode detectar o princípio de incêndio a tempo de simplesmente apagar o cigarro, remover a lixeira em chamas ou apagá-lo com extintor portátil, quando ainda não subiu a temperatura a ponto de ativar o sistema de sprinkles. E cá entre nós, há bem menos risco e dano em se apagar a lixeira com um extintor do que aguardar que os aspersores encharquem toda a sala ou mesmo o prédio.

Razões para instalar um sistema de alarme
Salvar vidas: O principal motivo para instalar um sistema de alarme em seu prédio é salvar milhares de vidas. Quando ocorre um incêndio, a fumaça aciona o sistema de alarme, enviando sinais para alertar os ocupantes do edifício.
Reduzindo perdas de propriedade: Claro, quanto mais cedo você descobrir um incêndio, menos danos ocorrerão ao edifício. Ao iniciar um incêndio, a brigada poderá entrar em contato com o corpo de bombeiros imediatamente, minimizando as possíveis perdas.
Redução do tempo de recuperação: A descoberta antecipada do fogo minimiza os danos materiais, o que diminui o tempo de recuperação. Assim, você pode reabrir seu negócio em um tempo muito mais curto.

2.1) Detectores automáticos de incêndio
Usualmente encontramos os seguintes detectores automáticos de incêndio:
⦁ Detectores pontuais:
Detector de fumaça
Detector térmico
* Detector de máxima temperatura
* Detector termovelocimétrio
-Detector de labaredas
Detector híbrido (reúne 2 ou mais características anteriores)
⦁ Detectores lineares:
Óptico de fumaça
-Térmicos, por meio de cabo de fibra óptica dopado.

2.1.1) Detector pontual de fumaça
Têm-se nesses tipos de detectores os mais eficientes pela sua precocidade na percepção da possibilidade de incêndio, tendo em vista que, em regra, a fumaça antecede ao rompimento de labaredas e consequente incremento da temperatura ambiente. Somente se prefere outros dispositivos onde a fumaça possa ser considerada como fator desanexado à possibilidade de incêndio, seja por tratar-se de um local em que a fumaça é tida como ocorrência normal, ou seja por que o material ali estocado não produz fumaça como prenúncio às labaredas.

Por muitos anos se usou o princípio de detecção radiativo, onde a quantidade de íons por unidade de tempo era afetado pela presença maior ou menor de partículas de fumaça. Este tipo de dispositivo caiu em desuso, pelo surgimento dos detectores baseados em princípios ópticos, principalmente por esses últimos serem mais duráveis e de menor custo de fabricação, e por que permitem descartes mais seguros e mesmo recicláveis, após superada sua vida útil.

Os detectores ópticos operam por meio da medição da intensidade luminosa da luz proveniente de uma fonte emissora e que possa atinge uma unidade receptora, ambas montadas em uma câmera escura.

Existem 2 princípios óticos utilizados para a detecção de fumaças, sendo um mais adequado para detectar-se fumaças claras e outro para fumaças escuras.

O primeiro desses princípios, mais adequado para fumaças claras, se vale do efeito tyndall, que nada mais é daquele que se vale da capacidade das partículas refletirem um feixe de luz direcional, desviando sua trajetória. Este primeiro desvia a luz proveniente de uma fonte de luz, a qual originalmente não atinge o receptor, por estar montado em ângulo com aquele, mas que, uma vez tendo sua trajetória desviada dispersivamente pelas partículas de fumaça, acaba por iluminar o receptor óptico, acusando a presença da mesma. Quanto maior a intensidade de fumaça clara no interior da câmera, maior será a intensidade dessa iluminação que chega ao receptor.

O segundo princípio óptico é mais adequado para se detectar fumaças escuras, como aquelas provenientes da queima de certos polímeros, como os da borracha. Por meio deste princípio, emissor e receptor operam de modo alinhado, frente a frente. Quando há presença de fumaça escura, essa absorve parte do feixe de luz proveniente da fonte emissora, atenuando a iluminação que incide sobre oo receptor.

Os detectores de fumaça pontuais da marca Yota são dos poucos no mercado mundial, que exploram ambos os princípios de detecção, o que os torna de natureza muito mais abrangente e confiável. Nossos detectores possui sistema de autoajuste, compensando eventual acúmulo gradual de poeira no interior da câmera, prevenindo alarmes falsos e alongando a necessidade entre uma manutenção de limpeza e outra. O detector reporta sujeira, quando se torna necessária uma intervenção de limpeza; poucos equipamentos do mercado incorporam este recurso.

2.1.2) Detector pontual térmico
A parte ativa deste tipo de detector se baseia em um sensor de temperatura incorporado pontualmente ao produto, de modo que se possa detectar quando há ultrapassagem de valor limite preestabelecido como sendo seguro de não ocorrer naturalmente, mas somente em caso de incêndio, para o tipo de instalação sendo protegida. Em geral têm-se convencionado a temperatura de 57 ºC para a grande maioria dos ambientes industriais, comerciais e residenciais. Outras temperaturas também são encontradas, como 70 ºC e 94 ºC …

Por meio de leituras consecutivas da temperatura no ponto de instalação, realizadas por um micro-controlador digital incorporado ao detector, consegue-se determinar a curva de incremento na temperatura ao longo do tempo, de modo a sentir, medir e alarmar quando apontar para incrementos que vão além dos estabelecidos como normais para o tipo de ambiente protegido. A NBRISO 7240-5 estabelece a variação de 8ºC/min, como valor de aceleração de aquecimento, como sendo acima do natural e, portanto, proveniente de princípio de incêndio.

O detector de fumaça é utilizado em locais onde há a possibilidade de haver fumaça sem propriamente de haver incêndio, como em cozinhas, e, também, em locais onde há a possibilidade de haver incêndio sem que haja formação de fumaça, como pela queima de certos combustíveis líquidos ou gasosos (alcoóis).

2.1.3) Detector linear por feixe óptico
Um detector linear óptico de fumaça é um dispositivo que opera detectando fumaça por meio da projeção de um feixe de luz no ambiente, direcionado a um receptor remoto, o qual mede a intensidade com que a ele chega o feixe de luz. Este tipo de detector atua quando o feixe óptico que vai de uma parede à outra é transpassado por fumaça.

O detector está conectado a um sistema de alarme, assim que o dispositivo detecta uma intermitente interrupção nesse feixe de luz, o alarme dispara. O detector linear de feixe é instalado em locais com tetos altos, como cinemas, quadras de basquete e muitos outros mais. A norma prevê que acima de 8 m os detectores pontuais são inadequados e, principalmente, aqueles em que o teto não estabelece uma câmera de acumulo de fumaça.

Existem dois tipos de detectores lineares de feixe de luz:

⦁ O feixe ponta a ponta consiste em um receptor e um transmissor, com uma distância de 5 a 100 metros entre os dois dispositivos. O conceito opera quando o receptor envia um feixe de luz para o receptor, que detecta a intensidade desse feixe.
⦁ O reflexivo / de ponta única consiste em um receptor e um transmissor, instalados em uma unidade, em oposição a um refletor na outra ponta da sala. O conceito é quando o refletor reflete os feixes de volta para o transmissor.

Um detector de feixe diferencia entre um material sólido de outro intermitente, como ocorre com a fumaça, dependendo da percentagem do raio de luz bloqueado.

2.1.3) Detector linear de temperatura
Por meio de um cabo de fibra óptica dopado de forma incremental, consegue-se medir diversas temperaturas ao longo de sua extensão, se instalando um emissor e um receptor, cada qual em um de seus extremos e medindo a intensidade de diferentes comprimentos de onda luminosas que se força trafegar pelo meio.

2.2) Acionador manual de incêndio
Acionador manual é uma caixa quadrada metálica ou de plástico que deve existir em todos os edifícios. É um dispositivo de ativação manual que, se acionado, dispara o sistema de alarme de incêndio, ligando sirenes para alertar a todos da ocorrência de incêndio.

Os acionadores manuais devem ser claramente visível nos edifícios, instalados a altura acessível e em número suficiente para que ninguém necessite se deslocar para mais de 30 metros de onde se encontre. Na prática, deve haver um acionador manual próximo a cada porta de saída e a cada, no máximo, 30 metros para que qualquer pessoa chegue a ela facilmente em caso de emergência.

2.3) Painel de Controle de Alarme ou Central de Alarme
Um painel de controle de Alarme de Incêndio centraliza as indicações de defeitos e de alarmes provenientes dos diversos detectores automáticos e de acionadores manuais de incêndio, componentes do projeto e da instalação em que se encontra. O Painel é subdividido de modo a detalhar a cobertura das diferentes zonas do edifício, de modo a indicar o bom funcionamento, defeito ou a presença de fogo em cada uma dessas zonas, além de fornecer energia para o bom funcionamento desses dispositivos, mesmo durante as faltas de fornecimento da rede elétrica pública.

2.4) Sinalizador de Alarme de Incêndio (Sirene)
Os sinalizadores são fundamentais nos sistemas de alarme de incêndio, já que é por meio deles que a central comunica aos ocupantes a ocorrência do sinistro e que as unidades devem ser evacuadas. Um alarme de incêndio é concebido para operar de modo independente e antecedendo ao sistema de combate de incêndio.

Os sinalizadores podem ser sonoros, visuais ou audiovisuais.

Os sistemas de combate de incêndio precisam ser robustos, de modo a apenas serem disparados em caso de grande certeza de que esteja ocorrendo um incêndio, sendo muitas vezes necessária a já existência e elevada temperatura ambiente ou a ação direta e deliberada de um responsável ou mesmo de um bombeiro. Já um sistema de alarme deve preconizar a antecipação da ocorrência, de modo a soar alarme com antecipação suficiente para que a evacuação ocorra com segurança.

3) Sistema de produtos de combate a incêndio a gás

O sistema de proteção de gás opera com eficácia em locais onde os agentes extintores normais, como água e espuma, podem ser perigosos. Este sistema é geralmente usado em locais com equipamentos elétricos, como centros de informática, salas de interruptores elétricos e laboratórios de teste de motores. O princípio deste sistema de incêndio é que os gases absorvem o calor e enfraquecem o fogo, reduzindo a concentração de oxigênio, extinguindo as chamas.

3.1) Proteção de cozinha com extintor fixo tipo K
Em caso de elevação da temperatura acima de condições tidas como máxima normais (144ºC), o sistema libera substância saponificante, que reage efetivamente com as graxas, resultando em uma camada de espuma inofensiva que suprime o fogo e evita a reignição.

Este é o modo perfeito de se proteger todo o sistema abaixo da coifa em cozinhas industriais, comerciais e mesmo residenciais, por combater o fogo sem o perigo normal decorrente da mistura água-gordura que é explosiva e, pela que, já mais deve ser usado água para se combater incêndios nessas instalações.

3.2) NOVEC
O sistema de gás NOVEC opera removendo calor rapidamente para suprimir incêndios por meio de um fluido pressurizado com nitrogênio. Na verdade, é um agente extintor limpo que apaga o fogo com segurança e sem nenhum dano eletrônico. Também é seguro para as pessoas, o que o torna ideal em áreas ocupadas fechadas. Ao contrário de qualquer outro agente de supressão, o sistema NOVEC opera removendo calor, não oxigênio, para atacar incêndios. Esses agentes de limpeza provaram seu valor no combate aos incêndios das classes A, B e C.

3.3) FM-200
Como o sistema de gás NOVEC , o FM-200 é um agente limpo que ataca incêndios de Classe A, B e C com eficácia. O agente de fogo gasoso é incolor, inodoro, amigo do ambiente e totalmente seguro, tornando-o perfeito em recintos fechados e sem riscos. Ele opera removendo o calor dos incêndios devastadores para controlar as chamas. A única diferença entre os sistemas de gás NOVEC e FM-200 é que o NOVEC é armazenado na forma líquida, enquanto o FM-200 é armazenado no estado gasoso.

3.4) INERGIN
Os sistemas de gás Inergen são sistemas de extinção de incêndio amigáveis ao meio ambiente e ao usuário. O sistema é projetado para detectar rapidamente a fumaça e apagar qualquer ameaça de incêndio. Com suas características únicas, o sistema de gás INERGEN não causa nenhum dano aos moradores ou aos equipamentos do imóvel. Composto de vários gases respiráveis, incluindo nitrogênio, argônio e dióxido de carbono, o sistema não causa nenhuma dificuldade respiratória para as pessoas. O sistema foi aclamado pela medicina como um dos melhores sistemas do mundo. Ajuda a manter os níveis de oxigênio estáveis durante os incêndios, fazendo com que as taxas de desempenho mental fiquem dentro do normal. O sistema de gás garante aos residentes uma fuga segura de incêndios nocivos.

3.5) C02
Os sistemas de supressão de incêndio de C02 são os mais adequados para áreas com armazenamento de inflamáveis ou salas de gerador e centrais elétricas. Deve ser instalado em áreas com nenhum ou menor número possível de residentes, pois emite gás CO2 de modo a inundar todo o ambiente, suprimindo qualquer incêndio pela expulsão completa do oxigênio. Por ser um gás incolor e inodoro, o sistema é benéfico para manter a eficiência dos gadgets e equipamentos armazenados em qualquer sala. O gás CO2 não deixará nenhum resíduo no espaço onde ocorre o incêndio para uma fácil limpeza após o incêndio ter sido apagado. O sistema é eficiente, pois reduz as taxas de oxigênio, um gás estimulante do fogo, no ar. Ele também tem alguns agentes auxiliares para reduzir o calor da sala para ajudar a apagar o fogo. Dessa forma, o sistema elimina o risco de propagação do fogo e o extingue.

3.6) Sistema de aerossol
Os sistemas de supressão de incêndio em aerossol apagam incêndios ameaçadores, liberando microagentes e gases que ajudam a reduzir os incêndios. O sistema contém micropartículas em estado de vapor até serem liberadas do dispositivo. Por meio de algumas reações químicas em cadeia, o vapor condensado é liberado em um estado de partículas sólidas. Os sistemas de aerossol reduzem o calor inflamado e o oxigênio do ar, o que ajuda a eliminar incêndios prejudiciais. O sistema de supressão de incêndio é eficaz em apagar incêndios de classes A, B e C. Uma observação importante, porém, é que não deve ser instalado em nenhuma área residencial ou habitada. Os sistemas de aerossol representam uma ameaça para os seres vivos, pois podem causar deficiências visuais ou respiratórias.

4) O sistema de incêndio por névoa de água

O sistema névoa de água é um dos tipos de sistemas de supressão de incêndio que opera descarregando névoas de água fina para combater incêndios. Quanto menor for a gota de água, mais eficaz será na supressão de incêndios. É uma alternativa segura aos sistemas de dióxido de carbono, que são perigosos para a saúde. Os sistemas de névoa de água têm baixa, média e alta pressão, cada um é eficaz em diferentes aplicações de incêndio, com danos mínimos de água. As pequenas gotículas resfriam as chamas, deslocando o oxigênio por evaporação e atenuando o calor para evitar a reignição.

5) Sistema de espuma para combate a incêndio

O sistema de combate a incêndio de espuma opera separando o combustível do oxigênio, formando uma manta de espuma com pequenas bolhas de ar. A espuma consiste em três ingredientes misturados em uma certa proporção, que são água, espuma e ar. Esta manta de espuma evita a liberação de vapores inflamáveis, evitando novas reações químicas, abafando as chamas. Ao mesmo tempo, atua separando as chamas da superfície do produto, evitando o reacendimento após algum tempo.

Lista de equipamentos de combate a incêndio para casa

⦁ Proteção de exaustor de cozinha
Detector de fumaça
⦁ Extintores de incêndio
⦁ Cobertor de fogo
⦁ Escada de incêndio
⦁ Extintor de incêndio
⦁ Mangueira de incêndio

Lista de equipamentos de combate a incêndio para edifícios comerciais

Esta lista de equipamentos de combate a incêndio pode variar de acordo com a idade, tamanho e indústria da estrutura. Qualquer edifício comercial deve conter todos ou alguns dos seguintes:
⦁ Extintores de incêndio
⦁ Sistemas de sprinklers automáticos
⦁ Carretéis de mangueira de incêndio
Sistemas de hidrantes
Detectores de calor e fumaça
⦁ Alarme de incêndio
Painel de controle de alarme de incêndio
Demarcação de rota de fuga, com sinais de emergência e saída

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Cozinha Industrial: Dicas de prevenção de incêndio

Incêndios em cozinhas industriais acontecem mais frequentemente do que se imagina, são perigosos e podem causar efeitos devastadores e irreversíveis. Os danos, normalmente, não são simples, pois além de gerarem custos e paralisarem o negócio, as vidas dos funcionários e dos clientes são colocadas em risco, podendo gerar danos irreparáveis, impossibilitando a continuidade do negócio e forçando o proprietário a arcar com todas as despesas.

Conforme pesquisa da NFPA (Patrocinador oficial da Fire Prevention Week desde 1922) de 2017, mostra que os bombeiros dos EUA responderam a uma média de 7.104 incêndios estruturais por ano em restaurantes e bares durante um período de quatro anos. Esses incidentes causaram uma perda média anual de três mortes, 110 feridos e US $165 milhões em danos diretos a propriedades em cozinhas comerciais.

Estudos apontam que a maioria dos casos de incêndios, ocorrem em cozinhas de hotéis, lanchonetes e restaurantes. Os incêndios comerciais acontecem com muita frequência devido a grande quantidade de óleo de cozinha, que é inflamável, e uma fonte de calor. Fonte de calor essa que, muitas vezes, trata-se de uma chama aberta. Esse tipo de incêndio devastador pode ocorrer em apenas alguns poucos segundos.

Cabe a todos os envolvidos, tomarem as medidas necessárias para evitarem que um incêndio comece na cozinha comercial e quando, eventualmente, houver sinistro estejam capacitados a agirem adequadamente. Com visão a isso, segue orientações:

Conheça sua cozinha e se proteja dos riscos

A prevenção de incêndios é muito importante quando você administra uma empresa de serviços alimentícios. Se você não tem certeza se sua cozinha é segura ou se não sabe quais medidas tomar para evitar um incêndio, considere fazer uma avaliação de risco de incêndio. Ao buscar um profissional qualificado, ele irá examinar e identificar qualquer risco potencial de incêndio, além de, orientar quais as medidas adequadas para evitar um incêndio.

As válvulas de controle para gás e outros combustíveis devem ser fáceis de identificar, facilmente acessíveis e em boas condições de funcionamento. Pelo menos um membro da equipe em cada turno deve estar bem familiarizado com este equipamento e ser responsável por desligar todas as válvulas em caso de incêndio.

O equipamento certo para o trabalho certo

Ao montar sua cozinha industrial, certifique-se que os equipamentos escolhidos são adequados para as necessidades e estão instalados corretamente. Certifique-se que todos os operadores do equipamento saibam usá-las corretamente. Uma instalação incorreta e/ou um uso incorreto podem provocar um incêndio.

Cada cozinha comercial deve ser equipada com um sistema de supressão de incêndio bem conservado. Devido os óleos vegetais substituíram amplamente os óleos à base de gordura animal, as cozinhas comerciais devem ser equipadas com um sistema automático de supressão de incêndio <listado no UL300>, projetado para controlar os incêndios intensos de alta temperatura que resultam da queima de óleos vegetais.

Tenha cuidado com as lâmpadas, embora geralmente não sejam uma causa de incêndio, as lâmpadas podem ser uma fonte de ferimentos em um incêndio. À medida que as temperaturas sobem além do normal, o ar dentro de uma lâmpada se expande, muitas vezes fazendo com que a lâmpada exploda, disparando fragmentos voando em alta velocidade. Qualquer pessoa nas proximidades acaba correndo o risco de ser ferida por esses fragmentos. Este perigo pode ser eliminado substituindo lâmpadas de bulbo por de LEDs ou cobrindo as lâmpadas próximas de equipamentos de cozinha com tampas resistentes à explosão. Esses são investimentos de custo relativamente baixo e uma maneira fácil de ajudar a prevenir ferimentos graves durante um incêndio.

fritadeira é uma das áreas mais obviamente perigosas. Basicamente, uma cuba cheia de combustível, uma fritadeira pode significar a ruína se as precauções adequadas não forem tomadas. Para evitar estes acidentes, todas as fritadeiras devem ser colocadas a uma distância adequada de qualquer equipamento que possa produzir chama aberta, para evitar ignição por respingos. Se o espaço na cozinha não permitir tal arranjo, uma parede divisória não combustível pode servir ao mesmo propósito. A normativa brasileira prevê a obrigatoriedade de instalação de sistema de extinção de incêndio fixa e automatizada para esses equipamentos de alto risco. As fritadeiras também devem ser equipadas com válvulas de corte automático de combustível para que, em caso de incêndio, o combustível não venha a contribuir com a alimentação das chamas.

Os fornos comerciais devem ser colocados longe o suficiente de outros equipamentos para evitar a transferência de calor de um para o outro. Qualquer equipamento colocado dentro do forno deve ser feito de material não combustível (isso parece óbvio, mas é esquecido com mais frequência do que se possa imaginar).

Existem padrões para Controle de Ventilação e Proteção contra Incêndio, que os chefes de cozinhas devem estar familiarizados com as diretrizes e cumpri-las o mais fielmente o possível. Toda cozinha comercial deve ter um exaustor, conectado a um sistema de ventilação que conduz para fora do prédio, cobrindo todos os equipamentos que produzem calor (fogão, forno, fritadeira, fritadeira, etc.) e deve ser feito de um material resistente e não combustível, geralmente aço. Os respiradouros devem ter filtros de gordura devidamente instalados (não pendurados nem parcialmente deteriorados) e que podem ser facilmente removidos para limpeza regular. Os coletores de gordura no capô devem drenar para um recipiente de metal não inflamável.

A Segurança não fica para o amanhã

Limpeza e manutenção do ambiente e dos equipamentos é indispensável.
Um acúmulo de sujeira pode servir de combustível para o início de um incêndio, e um acúmulo de detritos pode atrapalhar na velocidade de reação em caso de emergência.

Os sistemas de supressão devem ser reparados regularmente, limpos de acúmulo de gordura e bem mantidos. Cada cozinha deve ter pelo menos um indivíduo encarregado de verificar e contratar serviço regularmente e anotar quando a próxima verificação de manutenção deve ser realizada. Entre uma manutenção e outra, os bocais do sistema devem ser verificados regularmente para garantir que estejam desbloqueados e direcionados corretamente e que suas tampas estejam presentes e no lugar.

Os fornos comerciais devem ser limpos regularmente, não apenas por razões de segurança sanitária, mas também para evitar o acúmulo de substâncias combustíveis. E qualquer equipamento colocado dentro do forno deve ser fácil de limpar, pelo mesmo motivo que o forno deve ser limpo regularmente.

Como o sistema de supressão de incêndio, o exaustor e os sistemas de ventilação devem ser limpos e mantidos regularmente para mantê-los livres de acúmulo de gordura que pode transportar rapidamente um incêndio na cozinha para outras partes do edifício. O ciclo de limpeza deve ser fortemente informado pelo volume de uso na cozinha. E não esqueça de que os filtros de gordura devem ser limpos regularmente assim como os coletores de gordura.

Como tantas outras coisas na cozinha, o ideal é que as latas de lixo sejam feitas de materiais não combustíveis. Devem ser esvaziados regularmente para evitar o acúmulo de forragem de fogo, devem ser mantidos a uma distância segura de chamas e devem ser equipados com tampas resistentes para evitar que seu conteúdo se torne combustível

Disciplina e organizado é aliado da segurança

Além de manter uma boa limpeza do ambiente e evitar o acúmulo de lixos, existem outras atitudes que podem ajudar no combate ou evitar o incêndio.

Certifique-se de que sua equipe se vista adequadamente. Eles nunca devem usar roupas largas quando estiverem cozinhando. Devem ser usados ​​aventais porque eles manterão as roupas do funcionário longe do fogo. Além disso, seus funcionários devem sempre arregaçar as mangas. Qualquer membro da equipe com cabelo comprido deve usá-lo amarrado.

Treine seus funcionários para que saibam usar todos os equipamentos, suas localizações e que nunca deixem alimentos em cozimento sem supervisão. Se mais de uma coisa estiver sendo preparada ao mesmo tempo, certifique-se de que seus funcionários tenham cronômetros e eles os utilizem. Se o funcionário tiver que sair da cozinha, deve retirar a comida do fogo antes de partir, para, em caso do seu funcionário se atrasar, não haver risco de incêndio. Não demora muito para começar um incêndio.

Tenha pelo menos dois extintores de incêndio a menos de 3 metros de qualquer equipamento de cozinha. As cozinhas devem ter extintores de classe K, são especialmente projetados para suprimir esses incêndios sem espirrar combustível e espalhar o fogo ainda mais, e Classe ABC para outros tipos de incêndio. Todos eles devem ser inspecionados regularmente.

É importante treinar toda a equipe em como se portar em situação de incêndio na cozinha. Uma equipe bem preparada, pode evitar danos e ferimentos. Com um “brigadista de incêndio” treinado, é possível evacuar todos com segurança e chamar os bombeiros rapidamente. O treinamento do como usar os extintores torna possível controlar o fogo antes mesmo dos bombeiros chegarem, evitando o risco de que se espalhem as chamas e todo o prédio seja atingido, até a chegada deles.

Estar preparado, nunca é demais

Existem formas de se prevenir utilizando recursos que detectam um problema antes de acontecer, de fato. Para estes momentos existem sistemas contra incêndios para cada necessidade, por exemplo sensores de gás que podem ser usados para identificar vazamentos antes que eles se tornem um problema, sensores térmicos para coifas com o fim de evitar o sobreaquecimento e iniciar um incêndio. Estes sistemas além de buscarem prevenir, servem como um proteção de backup em caso de emergência, cortando energia e fornecimento de gás evitando o agravamento da situação. Que também é o caso do desligamento remoto.

Quando a cozinha fecha, é importante criar uma lista de verificação de tudo que deve ser desligado antes da saída do último funcionário. Você deve colocar um funcionário encarregado desta função e fazer a marcação dos itens da lista à medida que são desligados. O funcionário também deve assinar a lista de verificação antes de sair para dormir.

A segurança contra incêndio em sua cozinha é tão importante quanto a qualidade dos alimentos que você está servindo. Se você não seguir os procedimentos de segurança adequados, poderá perder mais do que apenas sua cozinha.

É muito importante lembrar que todos estes cuidados são essenciais, e caso algo dê errado os proprietários são os primeiros a serem responsabilizados, então previna pois todo o cuidado é pouco.

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O que você precisa saber sobre segurança contra incêndio para o seu negócio

Quando você está administrando um negócio, a última coisa que você provavelmente quer é um alarme de incêndio disparando e interrompendo seu dia. Na maioria das vezes, é um alarme de incêndio indesejado ou alarme falso – mas, se houver um incêndio real, isso pode ser extremamente devastador. Tão devastador, de fato, que muitas empresas nunca conseguem se recuperar da perda financeira do incêndio.

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